The art of strategy in a polycrisis world
- há 7 dias
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Você provavelmente acredita que sua equipe conhece a estratégia da empresa. Pesquisas mostram o contrário: a maioria dos profissionais afirma não saber qual é a estratégia, mesmo depois de ouvi-la em reuniões gerais. O que costuma ser tratado como resistência à mudança costuma ser outra coisa, falta de clareza sobre as escolhas que a empresa de fato fez. E essa clareza pesa ainda mais quando crises se sobrepõem e a empresa convive com disrupção contínua, sem aquele intervalo de calmaria que separava uma turbulência da outra.
A natureza da estratégia continua a mesma, ou seja, fazer escolhas grandes e difíceis de reverter sobre clientes, produtos e mercados. O que muda é o modo de executar. Como não dá para saber de antemão qual decisão vai funcionar, e como mesmo a decisão certa dura pouco, a pergunta deixa de ser qual posição ocupar e passa a ser como se renovar sem parar. Isso pede experimentos pequenos que geram dados no lugar de teorias, blocos de capacidade que servem a várias frentes em vez de uma solução nova para cada problema, e decisões distribuídas por mais gente, não concentradas no topo.
Distribuir decisões traz um risco real, o de diluir aos poucos aquilo que fez a empresa dar certo. Por isso valem as cercas de proteção, escolhas claras que mostram a cada pessoa o que está dentro e o que está fora dos limites. Some a isso valores que se provam nas decisões de conflito e incentivos coerentes com o discurso. Quando o comportamento de quem lidera contradiz o que a empresa diz valorizar, é esse comportamento que a equipe segue. O que parece problema de pessoas, no fim, costuma ser problema de ambiente, e quem responde pelo ambiente é você.
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Imagem por Nika Benedictova - CC Creative Commons




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